Braithwaite precisa aumentar produtividade após queda de 71% nas participações em gols desde sua volta.Foto: Reprodução da Internet
Martin Braithwaite voltou a defender o Grêmio depois de mais de seis meses afastado, mas ainda não recuperou a influência ofensiva que havia alcançado antes da lesão. O atacante dinamarquês sofreu uma ruptura no tendão de Aquiles esquerdo em setembro de 2025 e, desde o retorno aos gramados, apresenta queda expressiva na participação direta em gols.
Antes do problema físico, o centroavante registrava média de 0,51 participação em gol por partida. Após voltar a atuar, o índice passou para 0,147. A comparação aponta uma redução aproximada de 71% na frequência com que Braithwaite participa dos gols do Grêmio.
O número não permite, isoladamente, estabelecer a causa exata da queda. Ainda assim, mostra que o atacante enfrenta uma etapa diferente daquela vivida no início da temporada de 2025, quando era uma das principais referências do setor ofensivo e ocupava o posto de artilheiro da equipe no recorte considerado.
Lesão aconteceu durante jogo pelo Brasileirão
A contusão ocorreu em 13 de setembro de 2025, na derrota do Grêmio para o Mirassol, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O diagnóstico de ruptura do tendão de Aquiles esquerdo exigiu um longo processo de recuperação e interrompeu a sequência do jogador em um momento de alta produtividade.
Até sofrer a lesão, Braithwaite havia entrado em campo 35 vezes pelo Grêmio em 2025. Nesses compromissos, marcou 15 gols e contribuiu com três assistências. As 18 participações diretas em gols fizeram do dinamarquês o principal goleador do clube naquele período.
Os números ajudam a dimensionar o espaço ocupado pelo atacante no funcionamento do time. Além de finalizar as jogadas, Braithwaite também participou da construção ofensiva, como indicam as três assistências. A interrupção, portanto, não atingiu apenas a presença de um jogador na escalação, mas retirou do elenco uma peça que vinha concentrando parte importante da produção do ataque.
Retorno aos jogos ainda é uma etapa do processo
A volta aos gramados encerrou o período de ausência provocado pela lesão, mas não representa, por si só, a recuperação completa do rendimento anterior. Depois de uma parada superior a seis meses, o atleta precisa reconstruir ritmo competitivo, confiança e regularidade em partidas oficiais.
A média de 0,147 participação em gol deve ser analisada dentro desse contexto. A fonte que apresenta o levantamento não informa a quantidade de jogos disputados após o retorno, os minutos acumulados ou a divisão entre titularidades e entradas no decorrer das partidas. Sem esses dados, não é possível medir com precisão o peso do tempo efetivamente passado em campo na comparação.
O estágio de readaptação também pode influenciar a função exercida pelo atacante. Um centroavante que retorna de uma lesão grave pode receber menos minutos, atuar com restrições ou cumprir tarefas diferentes no sistema de jogo. Essas variáveis interferem diretamente na possibilidade de marcar gols ou oferecer assistências.
Por isso, a estatística evidencia uma diferença importante, mas não permite concluir que Braithwaite tenha perdido definitivamente a capacidade de finalização. O dado comprovado é a redução da participação ofensiva média em relação ao período anterior à lesão. A avaliação sobre uma recuperação mais ampla dependerá de uma amostra maior de partidas.
Grêmio espera recuperar o artilheiro de 2025
O histórico recente do dinamarquês explica por que sua retomada é acompanhada com atenção no Grêmio. Em 35 partidas, os 15 gols e as três assistências o colocaram à frente dos demais goleadores do clube naquele recorte. Trata-se de uma produção que transformou o atacante em uma referência para o setor ofensivo.
Na fase atual, contudo, o desempenho não deve ser medido apenas pela quantidade de gols. A presença na área, a capacidade de sustentar as jogadas, a participação na construção e a regularidade durante os jogos também são indicadores relevantes para entender se o jogador está recuperando a influência que tinha.
Existe uma diferença entre estar novamente disponível e retomar plenamente o nível competitivo anterior. Braithwaite já superou a etapa em que não podia atuar, mas os índices posteriores mostram que o retorno da produtividade aconteceu em ritmo mais lento. A recuperação física permitiu a volta, enquanto a recuperação esportiva ainda está em andamento.
O cenário também recomenda cautela na leitura de uma estatística isolada. A média anterior foi construída em um período no qual o atacante acumulou partidas, gols e participação constante no ataque. Já o índice posterior reúne atuações realizadas depois de um afastamento prolongado, sem que estejam disponíveis, no material analisado, todos os detalhes necessários para uma comparação mais precisa de minutos e utilização.
Mesmo com essa limitação, a distância entre 0,51 e 0,147 participação em gol é suficientemente ampla para indicar o tamanho do desafio. O Grêmio reencontrou seu atacante em campo, mas ainda aguarda sinais de que ele pode voltar a exercer o papel de protagonista que desempenhou antes da ruptura do tendão de Aquiles esquerdo.
Por enquanto, Braithwaite atravessa uma reconstrução gradual. A sequência de jogos, a retomada do ritmo e a evolução da produção ofensiva serão os principais elementos para determinar se o dinamarquês conseguirá se aproximar do rendimento que o levou à liderança da artilharia gremista em 2025.